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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

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Porque o Amor e a Amizade estão no ar... neste dia de S. Valentim

sábado, 24 de maio de 2014

A amizade o que é?

A amizade, o que é?

 A amizade o que é?


Aristóteles (que tem o livro da Ética a Nicómaco na mão) e Platão representados numa pintura da autoria de Rafael (século XVI), intitulada "a escola de Atenas".

“Analisemos agora a amizade. De facto, trata-se de uma certa excelência, ou algo de estreitamente ligado à excelência; além disso, é do que mais necessário há para a vida. Pois ninguém há-de querer viver sem amigos, mesmo tendo em conta os restantes bens. E até os ricos, os que têm posição e poder, têm uma necessidade extrema de amigos (…)

Contudo, uma amizade que tem como fim em vista o que cada um é em si próprio existe apenas entre homens de bem, porque os ordinários não podem sentir prazer nenhum uns com os outros, a não ser que possam obter uma qualquer vantagem. E só a amizade entre os bons é capaz de resistir à calúnia. Na verdade, não é fácil acreditar no que se diz sobre um amigo que foi posto à prova por nós próprios durante longo tempo. Na amizade entre boas pessoas há confiança mútua (…)



Agora, parece que não é possível ser-se amigo de muitas pessoas, pelo menos no sentido pleno da amizade, do mesmo modo que não é possível amar ao mesmo tempo muitas pessoas (tal parece que, na verdade seria excessivo; e o amor costuma nascer naturalmente em relação a uma única pessoa), porque não é possível agradar de modo totalmente satisfatório a muitos ao mesmo tempo, nem eventualmente até para as pessoas de bem. Por outro lado, para se criar uma amizade tem de se ter experiência conjunta de dificuldades e ganhar confiança mútua, o que é muito difícil (…).”
Aristóteles, Ética a Nicómaco, tradução do grego de António C. Caeiro,Quetzal Editores, Lisboa, 2004, pp. 180, 185 e 188.


As características referidas por Aristóteles (384-322 a.C.) continuarão a fazer parte daquilo que chamamos amizade?

Haverá outras?

O desenvolvimento tecnológico e a consequente facilidade de comunicação (entre outros aspectos da vida actual, nomeadamente a igualdade de direitos entre homens e mulheres) terão transformado de tal modo as relações entre as pessoas que a amizade já não é o que era na época de Aristóteles?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Para termos amigos...

Para termos amigos, temos de saber ser amigos





«Se fosse preciso provar que os seres humanos são essencialmente criaturas sociais , a existência da amizade fornecer-nos-ia tudo o que desejássemos. Como afirmou Aristóteles: “Ninguém escolheria viver sem amigos, mesmo que tivesse todos os outros bens”. (…)



Os amigos prestam auxílio, mas os benefícios da amizade vão muito além da assistência material. Sem amigos, estaríamos psicologicamente perdidos. Os nossos triunfos parecem vazios a menos que tenhamos amigos para os partilhar, e os nossos fracassos tornam-se suportáveis graças à sua compreensão. Até mesmo o nosso amor-próprio depende em grande medida das garantias dos amigos: ao retribuírem o nosso afeto, confirmam o nosso valor como seres humanos.

Se necessitamos de amigos, necessitamos igualmente das qualidades de carácter que nos capacitam para ser amigos. No topo da lista está a lealdade. Os amigos são pessoas com quem se pode contar. Apoiam-se mutuamente mesmo quando as coisas ficam feias, ou mesmo quando, falando objetivamente, o amigo merecia ser abandonado. Fazem concessões entre si; perdoam ofensas e refreiam juízos mais duros. Há limites, naturalmente. Por vezes, um amigo será a única pessoa capaz de nos dizer as verdades mais duras sobre nós mesmos. Mas as críticas são aceitáveis da parte de amigos porque sabemos que as sua repreensão não significa rejeição (…).

Todos precisam de amigos, e para termos amigos temos de saber ser amigos; por isso, todos precisamos de lealdade.»

James Rachels, Elementos de Filosofia Moral, Gradiva, Lisboa, 2004, pp 255-256, 260.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A amizade


A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se (é uma virtude)
                                                                    Simone Weil