Ideias

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia de Portugal

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas


As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades remontam ao início do século XX (1924). O Dia de Camões começou a ser festejado a nível nacional com o Estado Novo (um regime instituído em Portugal por António de Oliveira Salazar, em 1933).






Porquê Dia de Portugal e de Camões?
 
Segundo Conceição Meireles (investigadora especialista em História Contemporânea de Portugal) Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. O feriado em honra de Camões (um dos símbolos da Nação) passou a ser a 10 de Junho uma vez que esta data foi apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu "Os Lusíadas".

Porquê Dia das Comunidades?

Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça em memória das vítimas da guerra colonial. 

A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas e numa exaltação da guerra e do poder colonial. A segunda republica não se revê neste feriado, pelo que, em 1978, o converte em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.


                    



10 de Junho

 

  • Sabias que Luís de Camões morreu neste dia em 1580?
  • É a razão de este ser o Dia de Portugal, chamado oficialmente Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
  • Este poeta foi uma das pessoas que mais elogiou as aventuras heroicas dos nossos antepassados! Ele próprio era um grande aventureiro!
  • Sabias que, há bastantes anos, o 10 de Junho era chamado o «Dia da Raça»? «Raça» lusitana, ou seja, todos os que são portugueses, tanto os que estão em Portugal como os que vivem por todo o mundo!
  • Nessa época falava-se muito de heroísmo e orgulho na nação. Na justa medida, são elementos importantes para manter uma cultura e um sentimento patriótico.
  • Mas repara: patriotismo não se deve confundir com nacionalismo. Neste último, os sentimentos positivos de pertença a um país (patriotismo) tornam-se negativos e o acha-se que o próprio país é «superior» a todos os outros... Isso pode ser mau.
  • Bom, e agora outra questão:
    Sabias que a nossa língua é a 7ª mais falada do mundo? E olha que existem milhares de línguas e dialectos!
  • Mas não é só Camões que representa o nosso país. Existem outros símbolos que nos representam e que também têm história:
    - a bandeira nacional;
    - o hino nacional;
    - a moeda nacional (até à chegada do euro);
    - e a língua portuguesa! 


Fonte: http://www.junior.te.pt

domingo, 8 de junho de 2014

Na idade dos porquês

Na idade dos porquês
                                                      Alice Gomes (1946)
 
 
 
Professor diz-me porquê?
Por que voa o papagaio
que solto no ar
que vejo voar
tão alto no vento
que o meu pensamento
não pode alcançar?
 
Professor diz-me porquê?
Por que roda o meu pião?
Ele não tem nenhuma roda
E roda  gira rodopia
e cai morto no chão...
 
Tenho nove anos professor
e há tanto  mistério à minha roda
que eu queria desvendar!
Por que é que o céu é azul?
Por que é que marulha o mar?
Porquê?
Tanto porquê que eu queria saber!
E tu que não me queres responder!
 
Tu falas falas  professor
daquilo que te interessa
e que a mim não interessa.
Tu obrigas-me a ouvir
quando eu quero falar.
Obrigas-me a dizer
quando eu quero escutar.
Se eu vou a descobrir
Fazes-me decorar.
 
É a luta professor
a luta em vez de amor.
 
Eu sou uma criança.
Tu és mais alto
mais forte
mais poderoso.
E a minha lança
quebra-se de encontro à tua muralha.
 
Mas
enquanto a tua voz zangada ralha
tu sabes    professor
eu fecho-me por dentro
faço uma cara resignada
e finjo
finjo que não penso em nada.
 
Mas penso.
Penso em como era engraçada
aquela rã
que esta manhã ouvi coaxar.
Que graça que tinha
aquela andorinha
que ontem à tarde vi passar!...
 
E quando tu depois vens definir
o que são conjunções
e preposições...
quando me fazes repetir
que os corações
têm duas aurículas e dois ventrículos
e tantas
tanta mais definições...
o meu coração
o meu coração que não sei como é feito
nem quero saber
cresce
cresce dentro do peito
a querer saltar cá para fora
professor
a ver se tu assim compreenderias
e me farias
mais belos os dias.
 
 
Alice Pereira Gomes, escritora portuguesa, nascida em 1910, em Granjinha (Tabuaço), fez os seus estudos secundários e universitários no Porto, onde também foi professora do Instituto Normal Primário. Pedagoga, estreou-se nas letras pelo final dos anos vinte, tendo organizado, em 1955, a antologia Poesia para a Infância. Traduziu o Principezinho de Saint-Exupery e dedicou-se, depois de 1967, exclusivamente à literatura infantil. Fundadora e dinamizadora da Associação Portuguesa para a Educação pela Arte, desenvolveu, através dessa Associação, diversos projetos pedagógicos justamente considerados pioneiros. Faleceu em 1983.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dia D

 Dia D

Um dia a não esquecer, 6 de Junho de 1944...

Seis de Junho de 1944, a Europa assiste ao início do fim da Segunda Guerra Mundial com o desembarque da maior frota militar anfíbia de sempre nas costas da Normandia.
A França encontra-se ocupada pelo exército nazi há quatro anos e cerca de 160 mil soldados das forças aliadas e mais de sete mil embarcações participam na chamada “operação Neptuno”.
Uma ofensiva inesperada para os alemães, que confundidos por informações falsas enviadas por uma célula especial de contra-espionagem, baseada no Reino Unido, pensam tratar-se apenas de uma manobra de diversão.
A operação inicia-se às primeiras horas da madrugada com a largada de mais de uma centena de paraquedistas britânicos para garantir a segurança da ponte de Benouville, estratégica para a continuação da operação.
Horas depois, as primeiras embarcações chegam a uma costa da Normandia dividida em cinco praias com os nomes de código: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword, repartidas entre as forças britânicas, norte-americanas e canadianas.




As primeiras horas do chamado “dia D” vão resultar na morte de mais de 10 mil soldados entre as forças aliadas e quase 9 mil por parte do exército alemão, que tarda em reagir à ofensiva.
Os primeiros bombardeamentos, destinados a esmagar a possível resposta alemã provocam a morte de mais de 2.500 civis franceses durante os dois primeiros dias da batalha da Normandia. Até ao final do conflito, em Abril de 1945, mais de 57 mil civis vão ser dizimados pelas bombas aliadas.
Desde 6 de junho e em menos de um mês, os aliados conseguem transferir mais de 800 mil soldados, 148 mil veículos militares e 570 mil toneladas de mantimentos através do canal da mancha, utilizando-se de aviões, navios e portos flutuantes montados junto à costa francesa.






Assinalada pelos aliados como uma vitória militar, foi preciso esperar por 2004 para que um chanceler alemão participasse, pela primeira vez, nas cerimónias do Dia D.
Gerhard Schroeder assinalava então uma reconciliação histórica, afirmando, “celebrar não a vitória sobre a Alemanha, mas uma vitória para a Alemanha”. As praias da Normandia são, desde então, o símbolo de uma Europa reunida, em torno da celebração do princípio do fim do regime nazi.

Os soldados das tropas aliadas, que participaram da invasão da Normândia durante o Dia D eram dos seguintes países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França (parte livre), Polônia, Austrália, Bélgica, Nova Zelândia, Holanda e Noruega.

O Dia-D, a maior invasão da história é uma das datas mais importantes da Segunda Guerra Mundial. 

Devido ao volume impressionante de navios de guerra, embarcações de transporte de tropas e aviões dos mais variados tipos e modelos, seguramente o Dia D, o começo da  Segunda Frente, deve ser considerado como a maior invasão aero-naval que a história até então conheceu.
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O diário de Anne Frank, versão definitiva

O diário de Anne Frank, versão definitiva


O Diário de Anne Frank

 

Li várias vezes o Diário de Anne Frank (não na versão original) e é, sem qualquer dúvida uma história de vida
, considero um livro especial porque é uma história verídica que me marcou e porque é uma lição de vida, uma história de coragem e determinação de uma jovem que lutou muito.


Esta versão é chamada definitiva porque inclui algumas passagens que tinham sido omitidas nas primeiras edições por vontade de Otto Frank. Estas passagens contêm alguns comentários relativos à mãe que Otto não tinha querido divulgar.  
O Diário conta os 2 anos que a família Frank, com mais algumas pessoas, passou num pequeno anexo do antigo escritório de Otto Frank. A família refugiou-se aí para tentar escapar às perseguições anti-semitas levadas a cabo durante a 2ª Guerra Mundial. Anne descreve o espaço ao qual estavam confinados, o tipo de alimentação que eram obrigados a fazer, as privações e dificuldades a que estavam sujeitos. Para além disso percebe-se que Anne não deixou de ser uma adolescente como as outras, com os mesmos conflitos, as mesmas dúvidas, as mesmas revoltas e os mesmo anseios.

 

 

É doloroso ler os planos que ela fazia para o futuro quando sabemos que ela, apesar de todos os riscos e sacrifícios que passaram, acabou por morrer num campo de concentração. Algumas entradas do Diário são de uma tal profundidade que custa a acreditar que tenham sido escritos por uma pessoa tão jovem. Obviamente que as circunstâncias a obrigaram a crescer já que passou por coisas que nunca ninguém deveria ter passado só porque o acaso a fez nascer no seio duma família judia. uma história de coragem, determinação de uma rapariga tão jovem que lutou muito.

Um dos livros da minha vida, sem dúvida.

"Espero poder confiar-te tudo, como nunca pude confiar em ninguém, e espero que venhas a ser uma grande fonte de conforto e apoio", 12 de Junho de 1942


"Estamos todos vivos, mas não sabemos porquê ou para quê; todos procuramos a felicidade; todos levamos vidas que são diferentes e, contudo,  iguais. Nós os três fomos criados em boas famílias, temos oportunidade de adquirir uma educação e fazer algo pela nossa vida. Temos muitas razões para esperar uma grande felicidade, mas ... temos de a merecer. E isso é algo que não se consegue escolhendo a saída mais fácil. Merecer a felicidade significa fazer o bem e trabalhar, não especular e ser preguisoço. A preguiça pode ser convidativa, mas só o trabalho pode dar uma verdadeira satisfação", 6 de Julho de 1944





 


A raposa e o lobo




A Raposa e o Lobo
FalklandIslandFox2.jpg

Foram caçar no melhor convívio uma raposa e um lobo. Apanharam dois carneiros. Comeram um e enterraram o outro para o jantar do dia seguinte.
No dia seguinte chegou o lobo e disse para a comadre raposa:
— Vamos comer o carneiro?
— Hoje não: estou convidada para madrinha de uma criança.
No dia seguinte voltou o lobo e perguntou à comadre que nome dera ao afilhado:
— Um nome novo: Comecei.
E ainda a raposa se desculpou nesse dia dizendo que ia ser madrinha de outro afilhado.
Voltou o lobo e perguntou à comadre que nome pusera ao afilhado.
— Meei — respondeu a espertalhona — e pena tenho eu de ainda não o poder acompanhar. Tenho hoje outro afilhado que baptizar, mas amanhã vou com certeza.
No dia seguinte voltou o lobo e perguntou-lhe pelo nome do afilhado.
— Pus-lhe: Acabei.
E ambos se dirigiram para o lugar onde o carneiro fora enterrado. E claro que a raposa tinha sozinha papado o carneiro, deixando-lhe o rabo espetado no chão. Logo que avistaram o rabo disse a raposa para o lobo:
— Enquanto eu aqui tiro um espinho do meu pezinho, vá o meu compadre andando, puxe com força pelo rabo, e vá comendo e saboreando a carne.
O lobo seguiu o conselho da raposa. Lançou-se ao rabo com tanta força que caiu de costas com o rabo na boca. Carne nenhuma. Já a este tempo a raposa se tinha esgueirado para muito longe.


Ataíde Oliveira, Contos Tradicionais Portugueses




 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Bons amigos




BONS AMIGOS

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro para chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora para consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direcção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

Não são rosas são tulipas, partilho-as com todos os amigos que passarem por aqui...





 

domingo, 1 de junho de 2014

A beleza de uma criança

Dia Mundial da Criança é oficialmente o dia 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989. Porém, a data efetiva de comemoração varia de país para país.
Em Portugal, o dia das crianças é festejado no dia 1 de junho
O dia da criança foi comemorado, no mundo inteiro a 1 de junho de1950.





A Beleza de Uma Criança
Como é lindo um sorriso numa criança
O seu olhar brilhante
E a sua alma cheia de esperança
Numa vida radiante.

Como é lindo a sua inocência
A sua bondade e o seu divertimento
À medida que vai ganhando experiência
Nesta vida que voa ao ritmo do vento.

Como é lindo vê-la crescer
Sempre, mas sempre a brincar
Sem nunca deixar de aprender
O que mais tarde terá que ensinar.

Como é lindo ouvir o seu falar
Calmo, suave e inocente
Ao nos contar o que acabou de sonhar,
Sempre com uma alegria fluente.

Como é lindo tudo isto existir
E nos encher o coração de esperança
Que um novo futuro virá a sorrir,
E com ele a felicidade de uma criança.

Escrito por: João Filipe Ferreira (Direitos Reservados)
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=8559#ixzz32x85U8gN





Um feliz Dia da Criança para todas as crianças bem como para
os adultos que ainda têm o seu lado infantil bem conservado.