Ideias

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sábado, 10 de maio de 2014

Para mais tarde recordar


Para mais tarde recordar

Na fotografia encontra-se a lembrança, a ausência, a separação dos que se amam e estão longe, as pessoas que já faleceram, as que desapareceram, actua às vezes como instrumento de regresso ao passado, ver a fotografia de um familiar que não conhecemos, mas que nos é querido. 

A fotografia faz com que as pessoas se lembrem do seu passado e que fiquem conscientes de quem são.




Fotografa-se para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem.

As fotos são da minha autoria e do meu álbum pessoal

A fotografia no contexto doméstico é essencialmente um instrumento de elevado valor emocional e é praticado com o intuito de criação de momentos felizes e particularmente importantes.

Mais curiosidades...


    Curiosidades sobre a máquina fotográfica



    O primeiro inventor a obter a uma imagem fixada pela ação da luz (que é o princípio da fotografia) foi o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833).
    Em 1827, Niépce demorou mais de oito horas para conseguir fazer a primeira "fotografia" da História. Captada em uma lâmina de estanho e feita com a luz do Sol, a imagem mostrava parte de um celeiro e uma árvore, a visão que Niépce tinha de sua oficina.

    Em 1929, ele passou a trabalhar com Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), que acabou inventando a primeira máquina fotográfica 12 anos depois. O "daguerreotype" ("daguerreótipo") exigia 30 minutos de exposição da imagem à luz, o que significa que cada foto levava meia hora para ser tirada. A máquina impedia que a imagem desaparecesse - um grande avanço em relação ao o projeto original de Niépce.

    O que se pensa que terá sido o primeiro aparelho comercial, foiconcebido por Daguerre e fabricado por Alphonse  Giroux a partir de 1839
    1923 -Herald Edgerdon inventa o flash;
    1994 - Surge a câmara digital






    O Homem e a máquina fotográfica


    O Homem e a máquina fotográfica


    A máquina fotográfica é um aparelho usado diariamente por milhões de pessoas no mundo. 
    Simples registos de acontecimentos marcaram a Humanidade e continuam a fazê-lo.
    Tanto artística como informativa, a fotografia está por todo o lado na sociedade moderna.
    A primeira máquina popular foi inventada por George Eastman, tirava 100 fotografias de 7cm. Tinha de ser devolvida ao fabricante quando o filme chegava ao fim para ser aberta e se fazer o processamento do filme. 

    1888 – introduziu-se a câmara fotográfica tipo “caixão”, com filme em rolos substituíveis, criada por George Eastman, fundador da empresa Kodak. O slogan do anúncio dizia: “Você carrega no botão, nós fazemos o resto”.

    Maquina fotográfica Kodak
    1895 – Lançamento da máquina Pocket Kodak.

    “Pocket” Kodak, máquina fotográfica de fole dobrável , para melhor transporte

    1898 – Introdução da máquina fotográfica Cambier Bolton, que mostrava, pela primeira vez, uma variação nas velocidades de obturação, entre 1/20 e 1/1000 s.

    1900 – Lançamento no mercado da câmara Brownie Kodak – a primeira câmara vendida em massa.

    1906/8 – Deu-se o primeiro processo fotográfico colorido bem sucedido, intitulado Kinemacolor e conseguido por G. A. Smith e Charles Urban.

    1914 – A Kodak lança o filme Kodachrome. Na Rússia, surgem as emblemáticas câmaras LOMO. Serão mais populares no final do século XX.

    Filme colorido “Kodachrome”. Um dos maiores sucessos técnicos da Kodak, manteve-se em produção durante perto de oito décadas até ser finalmente “batido” pela fotografia digital.

    1920 – Nos anos 20, a fotografia começa a ser introduzida na publicidade.

    1924 – Lançamento da câmara Ermanox, a primeira câmara portátil com uma objectiva muito luminosa. Era muito utilizada por fotógrafos de imprensa, pois permitia-lhes fotografar sem flash nem tripé em interiores, conseguindo fotografias de boa qualidade.

    1925 – Lançamento da câmara Leica 35 mm, que possuía uma capacidade de resolução muito superior às máquinas da época.

    Leica 107, a primeira máquina fotográfica Leica, utilizando filme de 35mm


    Que os nossos olhos vejam além das nossas limitações e nos levem a um crescimento constante e verdadeiro.




    sexta-feira, 9 de maio de 2014

    As minhas fotos



    Para quê fotografar?


    O Homem sempre tentou reter e fixar movimentos do mundo, começando com desenhos na caverna, passando pela pintura em tela e escultura e por fim chegando à fotografia. 



    É um meio de comunicação em massa, nascido na Revolução Industrial e sendo muito popular nos nossos dias. 


    Muitos não a consideram arte, por “fácilmente” produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. 

     

    Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador, tem de haver sensibilidade para captar momentos únicos.


    As fotos aqui inseridas são da minha autoria







    Reciclagem

     Ideias para reutilizar embalagens  


     





    quinta-feira, 8 de maio de 2014

    A amizade


    A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se (é uma virtude)
                                                                        Simone Weil



    quarta-feira, 7 de maio de 2014

    Poemas no ar


    Sou um guardador de rebanhos

    Sou um guardador de rebanhos,
    O rebanho é os meus pensamentos
    E os meus pensamentos são todos sensações.
    Penso com os olhos e com os ouvidos
    E com as mãos e os pés
    E com o nariz e a boca.

    Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
    E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

    Por isso quando num dia de calor
    Me sinto triste de gozá-lo tanto,
    E me deito ao comprido na erva,
    E fecho os olhos quentes,
    Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
    Sei a verdade e sou feliz.

    “O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa





    Eu sou do tamanho do que vejo

    DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra se pode ver no Universo....
    Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
    Porque eu sou do tamanho do que vejo
    E não do tamanho da minha altura...
    Nas cidades a vida é mais pequena
    Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
    Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
    Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
    Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
    E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
     
      Alberto Caeiro, em "O Guardador
       de Rebanhos"
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